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Torneio de squash

por Fulano de Tal, em 23.01.16

Sem claque, sem patrocínio, sem mais nada a não ser o meu peso ligeiramente superior ao ideal e um cérebro que teima em sugerir movimentos que o meu corpo, embora não o reconheça, já não consegue executar. Eis como me apresentarei hoje no torneio de squash. O terceiro do ano.

“Bacano, se ele fizer um drop, tu moves-te como um relâmpago, deslizas em espargata e afinfas um lob na tromba atónita do gajo”. É isto que o meu cérebro sugere a cada passo. Viu isto em qualquer lado, num torneio de campeões, e pensa: “Se o Gaultier consegue tu também consegues, porra”

O que os meus adversários não sabem quando entramos no court é que é esta precisamente a vantagem que tenho sobre eles: podem vir melhor preparados e com técnica superior, que eu a isso contraponho um total desprovimento de consciência sobre as minhas capacidades, aliado a uma vontade superior de ganhar. Com isto, umas meias de compressão e uns calções justos salto da cama a sentir-me invencível.

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