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Não quero de forma alguma polemizar com um dos grupos mais temidos, as feministas.
Mas também não posso esconder aquilo que penso ser uma descoberta importante.

Tenho reparado, e isto não apenas uma vez, mas várias vezes (!), que as mulheres têm problemas com trajectórias parabólicas. Isso mesmo.

Não sei porquê, se tem a ver com problemas de visão ou com a parte mental de execução de algoritmos de cálculo da trajectória em si.
Deixo essa investigação para outros mais aptos.

Limito-me a observar os meus dois grupos de amostragem, eu e o Fulanito de Tal por um lado, a Fulanita de Tal e a mãe por outro, a quem apresento diariamente o mesmo problema.

Propositadamente deixo um objeto em cima da mesa que não pertença ali, na hora de "pôr" a mesa (é assim que elas se referem àquele momento). Deixo que todos sentem, e nesse momento alerto para a presença do objecto.

O método científico é assim mesmo, repetição das experiências vezes sem fim.

É neste momento que observo o seguinte:

1. Se eu ou o Fulanito de Tal pegamos no objeto, ele aterra em 2 segundos no sofá ao fundo da sala. Trajectórias parabólicas perfeitas, nada a dizer.
2. Se a Fulanita de Tal ou a mãe pegam no objecto, levantam-se (!), deslocam-se 1 metro para o lado, e depositam o objeto no sofá. Não arriscam a trajectória (!).

Isto passa-se há precisamente 8 dias. Julgo que não é preciso dizer mais nada.

PS: Deixo ilustração para que possam aferir por vós

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Em época de autárquicas cumpre-me o dever de oferecer aos novos edis e aos que revalidem os seus mandatos o meu parecer sobre esta aberração que são os Centros de Interpretação. Tudo isto grátis! (julgo que tenho a vossa atenção edis e potenciais edis).

"Se não tens nada de interessante na tua vilaroca mas tens um barracão municipal para o qual faltem ideias, reúne umas pedras, protege-as com acrí­lico e faz um centro de interpretação" diz uma voz interior ao edil.

O nome é apelativo, alude a um certo vanguardismo na preservação da identidade. O problema é que essa identidade não existe. Por mais pedras que exponham a dizer que eram usadas pelos agricultores etc, asseguro que nada daquilo tem qualquer diferença dos pedregulhos usados por outros agricultores no concelho ao lado que não se põe com estas caganças. Os utensí­lios usados para recolher a água do rio. O mesmo rio que corre um quilómetro mais acima e onde os mesmos utensilios eram usados para recolher a mesmíssima água.

Podes dar como certo edil que não são precisos três sociólogos, dois antropólogos e um historiador para interpretar nada daquilo. Não há aliás nada para interpretar. Havia um rio, por ele passavam pessoas que queriam água, eis um utensílio. Fazer historietas para lá disto é parvoí­ce.

Cuida do rio. Limpa-o, e faz dele um espaçoo aprazível. Esquece o centro de interpretação.

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Não sei se é desconhecimento ou simples desrespeito pelo código da propriedade industrial em geral, mas a minha mulher não entende o registo de marcas e patentes. Mais, esfrega-me esse menosprezo na cara, escolhendo o período de férias como o seu favorito para o fazer.

Dou-vos um exemplo:

Eu: "Queres um gelado?"...
Ela: "Sim, traz-me um Corneto"
Eu: "Aqui não há cornetos, são da Nestlé"
Ela: "Também têm cornetos".
Eu: "Isso é impossível. A marca Corneto está seguramente registada pela Olá"
Ela: (insistindo) "Vá, são aqueles em cone, com chocolate. Cornetos"
Eu: "Vamos lá ver se não nos desentendemos. Os registos de marcas conferem aos titulares um exclusivo, o que impede terceiros de nomeadamente, e sem o consentimento do titular, usarem o nome ou sinais iguais ou semelhantes em produtos ou serviços idênticos ou afins. Não são Cornetos com toda a certeza"

 

Para não me aborrecer trago-lhe um "eXtreme" que é uma cópia razoável, mas faço questão vincar a diferença: "Trouxe-te um eXtreme". Mas não pensem que isso a impede de passar os 20 minutos seguintes a deitar loas em voz alta ao Corneto que pensa estar a comer. "Quem bem que me sabe este Corneto", "Corneto isto...", "Corneto aquilo...".

 

Se com isto não vos convenço da má vontade dela, dou-vos mais um exemplo, e podia ficar toda a noite a elencar outros.

Eu: "Onde queres ir jantar?"
Ela: "Podíamos ir ao Frango da Guia".
Eu: "Poderíamos, se isso não fosse um franchise falido cujos restaurantes fecharam todos. Mas já que estamos aqui tão perto porque não vamos comer um franguinho ali na povoação Guia?".
Ela: "E o que é que eu estava a dizer?"
Eu: "Escusas de mostrar tanto enfado. Pela forma como verbalizaste resulta evidente que te estavas a referir à marca nominativa "Frango da Guia", que se diz assim porque usa apenas elementos verbais e não a um frango qualquer num restaurante da povoação Guia".

 

Penso que não tenho de vos relatar a forma elogiosa como durante o jantar se foi referindo à marca acima mencionada em ostensiva violação do registo de marcas e patentes. "Este Frango da Guia isto..", "Este Frango da Guia aquilo..."

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The Great Summer Divide

por Fulano de Tal, em 21.08.16

Depois de aturado estudo consigo finalmente dividir em dois tipos apenas todas as praias que existem no Mundo:

 

1.       As praias sossegadas, que permitem o relaxe e o recobro, indicadas para pessoas com vidas agitadas durante o ano, como todas as profissões de atendimento ao público, os enfermeiros do INEM e outros. Estas pessoas somam aproximadamente 90% de toda a gente sobre a terra.

2.       As praias agitadas, que oferecem animação, agitação e balbúrdia. Especialmente indicadas para indivíduos com atividades ao longo do ano de contemplação, como os guardas florestais de reservas naturais e as instrutoras de yoga. Estas praias somam cerca de 90% de todo o território de veraneio disponível para a Humanidade.

 

A este desfasamento entre oferta e procura balnear, e uma vez que nunca foi notado antes deste post, cabe-me a mim nomear de “the great summer divide” (em Inglês para facilitar aos investigadores estrangeiros que queiram pegar neste achado e desenvolvê-lo).

 

Só depois de visitar a Nazaré, grande emblema das praias do tipo II é que pude finalmente completar esta pesquisa.

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A melhor praia de Mundo

por Fulano de Tal, em 14.08.16

Os prós e os contras de São Pedro de Moel

 

Pros

1.       O sistema de timesharing de barracas que permite que uma família mantenha por gerações a mesmíssima barraca, desde que ligue em Janeiro/Fevereiro ao banheiro.

2.       A forma ordeira como os banhistas não esperam que a bola de Berlim vá até eles. Sabem que a velhota está lá em cima, e é lá que deverão completar a transação.

3.       O torneio de vólei de praia 4x4. Os “Seca Adegas” hoje estavam a disputar a final com os “O Bom, o Mau, o Vilão e o Assim-Assim” num derby apreciado por todos.

4.       A variedade de marcas de roupa entre os banhistas. Chapéus da “Electro Cortes”, t-shirts da “Benecar”, da “Pompeu, bombas e mangueiras” e tantas outras.

 

Contras

1.       A miserável condição das piscinas hoje em total abandono.

2.       A incapacidade dos banhistas para distinguirem entre “esplanada” e “parque de merendas”, tornando o negócio difícil para os bares de praia.

 

Saldo muito positivo para a melhor praia Portuguesa. Só mesmo os parolos da Condé Nasté é que acham que a melhor praia é aquela coisa horrível com cascas de caranguejo por todo o lado e ingleses em pelota, lá no Algarve.

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Devaneio CyberPunk

por Fulano de Tal, em 25.07.16

Manta Rota. 28 de Maio de 2094.

Tenho que ser breve, pelo que vou resumir a história ao essencial. Em 2004, um laboratório da Repsol, conhecido apenas por Anton...io Brufau e um conjunto muito pequeno de executivos da companhia, dedicou-se secretamente à liquefação de gases como Nitrogéneo, Hélio ou Oxigénio, arrefecidos a temperaturas apenas mensuráveis pela escala de Rankine, e que se supunha serem alternativas viáveis à escassez de combustíveis fósseis prevista para 2024.

A partir desse ano e nos seguintes, a Repsol ganhou a concessão de todas as áreas de serviço da Via do Infante, em Portugal, pagando preços verdadeiramente absurdos em face de qualquer potencial retorno. O plano consistia em fazer destes postos de abastecimento a base experimental para este novo tipo de combustível, assim estivesse ele disponível.

O Projecto Helygen, ou Élirren, como era pronunciado nas cúpulas castelhanas da Repsol, reunidas no número 278 no Paseo de la Castellana, em Madrid, produziu um memorando altamente secreto e que circulou apenas no 18º piso: as conclusões apontavam para a destilação de ar atmosférico como a alternativa mais vantajosa quer do ponto de vista económico quer do ponto de vista energético. Este processo liquefaria o oxigénio. "Combustible desde el aire que respiramos! De puta madre!", regozijou-se Antonio Brufau.
O líquido seria posteriormente armazenado em Mega-Dewars (ou Megadévars, no castelhano), assim chamadas por serem versões gigantescas dos frascos de Dewar usados na altura para abastecimento de oxigénio líquido a hospitais.

Em 2012, finais de Julho, algo correu terrivelmente mal, justamente após o processo de destilação do ar atmosférico no posto de abastecimento de Olhão, o último antes da fronteira com Espanha. Seis Mega-Dewars foram violentamente derrubados por um automobilista embriagado de nacionalidade inglesa, que adormeceu ao volante do seu Suzuki Maruti, de aluguer, e que provocou longas fissuras nos compartimentos, libertando o líquido do seu interior.

Em 28 minutos o líquido escorreu pela encosta até às praias de Manta Rota e Lota, eliminando todas as formas de vida, incluindo a de 2.830 banhistas que ali se encontravam a veranear. Ou pelo menos assim se supôs nesse momento.

A última recordação que tenho é a de estar sentado à beira-mar observando o mar cálido de finais de Junho. Lembro-me de ter olhado para trás, surpreendido pela selecção musical do DJ da barraca dos gelados: Autobhan, dos Kraftwerk. Depois, um imenso frio e o vazio.

Na realidade as formas de vida foram criogenizadas pelos gases líquidos de baíxissimas temperaturas, não existindo naquela data tecnologia capaz de os devolver à vida.

Em Fevereiro de 2090 rebenta aquela que ficou conhecida como a "Guerra dos 2 dias", por ter sido esse o tempo necessário à massiva destruição que teve lugar. Áreas gigantescas do Globo Terrestre ficam inabitáveis, são abolidas todas as fronteiras, e perdem-se todas as fontes de conhecimento, inclusive sobre geografia. Milhões morreram. Hordas de assaltantes, malfeitores e assassinos impiedosos percorrem a terra, sem outros valores que não sejam os impostos por força, perante a ausência de qualquer normativa legal ou de uma força da ordem capaz de a impor.

Em Janeiro de 2094, um obscuro ginecologista de Altura, exibe perante a comunidade científica, composta por ele próprio, duas técnicas de higiene oral, e um pequeno eremita de longas barbas brancas a quem chamavam de Bernardo, provas contundentes de que havia descoberto tecnologia que deitava por terra o conceito de "Morte Teórica de Informação", e sugere ser capaz de não apenas soprar vida em corpos criogenizados sem lhes afectar desastrosamente as células, como preservar, e restaurar, toda a informação e estruturas cognitivas destes sujeitos. Artigos foram publicados ao longo desse ano, com evidências do achado nos poucos periódicos que eram distribuídos pelas populações, como o "Voz de Altura" e o "Sotavento ou Barlavento". A nanotecnologia molecular usada experimentalmente pelo especialista em pequenas reparações cirúrgicas de zonas erógenas, revelava-se a descoberta mais significativa neste período distópico.

Alguém se lembrou então dos 2.830 banhistas criopreservados acidentalmente em 2012, e que ainda se encontravam na região, acomodados em velhas arcas de gelados, abundantes naquela região mas completamente inúteis no pós-holocausto, uma vez que ninguém se dedicava mais ao fabrico de alimentos e muito menos de guloseimas espúrias. A expressão "Corneto", soube-o agora, aplicava-se simplesmente a uma peça em liga metálica que era usada na ignição dos potentes veículos usados pelos "First Responders", grupos de vigilantes que batiam diariamente as poucas zonas habitadas no sentido de aniquilar pequenos robots capazes de suster durante 2 minutos uma bandeja com seis copos daquilo que me parece ser um refrigerante de cor azulada, e cuja integridade havia sido comprometida pelos eventos de há precisamente 4 anos. Não existia já ninguém que associasse o termo a um simples rajá.

Eis-me aqui.

Acordei hoje, às 12:23h. Senti primeiro aquilo que me pareceu uma mão gelada a esbofetear-me uma, duas vezes. Um líquido gelatinoso escorria-me da face quando abri os olhos. Vultos indistintos pareciam pairar à minha frente, e uma luz irritante penetrava-me a retina.

Foi-me explicado que partes inteiras do meu cérebro foram melhoradas por uma técnica de fusão cibernética e molecular. Por alguma razão que desconheço sou incapaz de me emocionar, pelo que saio da estrutura sinusóidal em que estava instalado este estranho hospital e dou comigo a contemplar um cenário de absoluta destruição. A areia da praia era negra, coberta por uma fuligem que percebo ser produto das enormes nuvems negras Observo enquanto grupos de homens de aparência rude celebram aquilo que parece ser um estranho sacríficio efectuado em cima de um veículo, do qual sobressai um enorme motor V8. Os minúsculos circuitos que agora são a estrutura do meu sistema límbico, nomeadamente os cuidadosamente implantados no meu córtex frontal, responsável pela função cognitiva, respondem ao meu desejo de saber de quem se tratam com a informação: "Interceptores". Dizem-me ainda que se trata de uma casta de individuos, descritos como de grande ambiguidade moral, e incapazes se reproduzirem devido à forte exposição a átomos de hélio empacotados em estruturas cúbicas centradas.
A função destes interceptores nesta... "sociedade", é a criarem uma barreira entre a rebentação tóxica e as pequenas comunidades de humanos e ciborgues que habitam a orla da antiga praia. Paramentam-se com vestes de cabedal negro, e executam estranhas danças guerreiras nos longos momentos de ócio de que dispõem, uma vez que ninguém já tenta banhar-se, sendo essa uma prática que tinha caído em desuso há vários meses.

Sou acordado do meu devaneio cyberpunk, por um balde de água fria despejada em cima do meu peito pelo Fulanito de Tal.

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Típico jantar de familia em férias

por Fulano de Tal, em 23.07.16

Mesa posta em frente à piscina, noite a convidar.


“Está pronto!”.
Não sei o que significa “está pronto!” para vocês, mas para mim significa que tudo o que havia a ser feito até nos podermos sentar à mesa e iniciar o jantar foi feito. Tudo. Sei-o, logo sento-me.

1 comensal está sentado. Eu.

...

Atrás de mim os mais novos. 3 comensais à mesa, sentados.
“Fulanita de Tal, anda ajudar a levar… <palavras inaudíveis por desnecessárias> ”. Fulanita de Tal levanta-se, Fulanito de Tal inquieto. 2 comensais sentados.

Chega a minha mãe. Traz qualquer coisa que coloca na mesa e senta-se. Atrás dela a Fulanita de Tal, senta-se. Recorde de comensais sentados. 4.

Chega a minha mulher, 5 comensais sentados e o guiness estremece.

Levanta-se a minha mãe. Esqueceu-se de qualquer coisa. “Quero a avó”, levanta-se o Fulanito de Tal e segue a avó. Somos 3, e eu levo grande avanço.

Levanta-se a minha mulher que se cruza com a minha mãe na porta, uma traz uma salada, a outra leva a lembrança de que algo ainda faz falta. Eu não descortino o que falta ainda. Senta-se a avó. O Fulanito de Tal que vinha com avó, distrai-se agora com a mãe. Continuamos 3 à mesa.

Fulanita de Tal levanta-se para molhar os pés enquanto olha para qualquer coisa que acendeu no telemóvel. Chega a mãe.

Eu estou no café.

Por breves momentos foi bom estarmos juntos.

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Fim do defeso

por Fulano de Tal, em 01.08.15

Bem, fartei-me de mangar com o gajo.

Há muito que não me ria tanto.

O gajo assim pra mim: “O que é isto Sérgio? Pipocas ?... depois do café ?”

E eu nada. Só me ria. Passado um bocado, o gajo novamente: “Fogo! Magnum amêndoas… mas que raio estás a fazer?”

Eu nada. Parti-me todo. O melhor foi daí a nada: “Bifana??!?!?” Atira-me o gajo.

Os estômagos esquecem com muita facilidade o que é uma ida à bola.

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Agora a sério. Qual a pilhéria do naturismo?

por Fulano de Tal, em 30.07.15

Gostava que alguém me explicasse a pilhéria do naturismo. Isso. De andar nu na praia. Prescindo de explicações sobre outras formas de naturismo que não envolvam andar nu na praia. Basta-me perceber essa, e estou certo, daí depreenderei todas as outras, sem falsas modéstias o digo, eu que não sou dos mais vagarosos a raciocinar.

Será uma espécie de tomada de posição? No sentido que decorre da nudez uma maior ligação à Natureza? Já lhe dei milhentas voltas, e não entendo a diferença, desse ponto de vista entre o andar nu, e o vestir uma pequena sunga em tons de salmão ou um biquíni brasileiro. Há ali meia dúzia de centímetros quadrados que nunca sentirão o vento quente do Saara, mas nada que se sobreponha aos prejuízos que da decisão se produzem: ter de caminhar o triplo para chegar a uma zona de praia mais ou menos deserta, forçosamente banhar-se em praias sempre não vigiadas, e uma total ausência de apoios de praia. Inicialmente até me ocorreu que era por exibicionismo. Mas ao ver os naturistas de hoje, e a menos que padeçam de total incapacidade para a auto crítica, essa é uma hipótese sem viabilidade.

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Hollywood - férias a acabar

por Fulano de Tal, em 29.07.15

Há uma música do Rui Veloso que começa numa toada ligeira e divertida.

 

A rapariguinha do shopping

Bem vestida e petulante

Desce pela escada rolante

Com uma revista de bordados

Com um olhar rutilante

E os sovacos perfumados

 

Mas que já próximo do fim toma um rumo estranho e acelerado.

 

Como uma estrela decadente

Dos bastidores de hollywood

 

Aqui o Rui Veloso, começa freneticamente a dizer… “Hollywood! Hollywood! Hollywood!” enquanto uma bateria em fundo acelera o compasso. Sabemos que está próximo do fim. Rui acelera para o fim. Vai acabar. Vai acabar. Vai acabar. Mais rápido. Vai acabar. Acabou. As minhas férias acabam de segredar-me: "Hollywood".

 

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