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Quando o tema é racismo todos sem excepção alardeiam uma estupidez que não lhes é natural. Há temas assim, se calhar, onde ninguém se sente confortável e acaba a comportar-se como um anormal.

 

O comportamento daqueles 4 ou 5 moradores do bairro da Jamaica é deplorável e estúpido.
Generalizar o comportamento daqueles 4 ou 5 moradores para todos os moradores do Bairro da Jamaica e de outros bairros é estupido.
A reacção daqueles 4 ou 5 policias é inaceitável e estúpida.
Generalizar a reação daqueles 4 ou 5 polícias para todos os polícias é estúpido.
Os atos subsequentes de vandalismo são condenáveis e estúpidos.
As reações que se foram conhecendo de alegados agentes na redes sociais são estúpidas.
As palavras do Mamadou Ba são estúpidas.
As explicações para as palavras dadas pelo próprio Mamadou Ba são patéticas e ligeiramente estúpidas.
A espera dos estúpidos do PNR ao Mamadou Ba é um caso de polícia.
O General que pede extradição de Mamadou Ba só pode ser senil. Há uma condição médica em que a senilidade pode ser desculpa para estupidez e isto é uma excepção neste post.
A pergunta da Assunção Cristas é absurda e estúpida.
A resposta do António Costa é extemporânea e estúpida.

 

Toda a gente reage estupidamente a isto e a razão é a de sempre: entenderem que a escolha de um lado os impede reconhecer méritos ao outro e deméritos ao seu.
A vertigem de ser diferente (quantas vezes ouvimos a expressão “politicamente correcto” por estes dias) criou dois estereótipos de gente igual e extremada nas suas posições radicais e mesquinhas.

 

Ataca-se o Mamadou Ba defendendo as cargas policiais.

Atacam-se as cargas policiais desculpando as atitudes dos 4 ou 5 moradores do Bairro da Jamaica.

Ataca-se a Assunção Cristas defendendo a indesculpável recção de Costa.

Ataca-se Costa sem estranhar e condenar a pergunta de Assunção Cristas.

 

A única coisa que é verdadeiramente estúpida é existirem racistas, em qualquer dos lados da barricada, e ninguém, mesmo os reconhecidamente não racistas, conseguirem agir com normalidade perante tudo isto.

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Quem foi a primeira pessoa a nascer?

por Fulano de Tal, em 30.09.17

"Quem foi a primeira pessoa a nascer?"

"Hum... na realidade não houve propriamente uma primeira pessoa. Foi um processo de evolução que demorou milhões de anos e..."

"O que eu quero saber é quem foi o pai do Jesus".

Na minha cabeça duas ideias confluí­ram. A resposta fácil seria "Virgolino de Jesus". Para ele dava no mesmo e aquilo acabava ali. Por outro lado podia ser a minha oportunidade de lhe falar de Ciência, de Darwin, da partí­cula de Deus. Deus?...

O evolucionista cobarde apoderou-se de mim.

"José".

 

 

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O Fulanito de Tal cresceu imenso. Está mais maduro. Desenvolveu gostos pessoais que já não são totalmente influenciados por mim.

Noto isso sobretudo porque aquilo que antes era uma maratona televisiva de Canal Panda (42 na NOS) passou a ser uma maratona televisiva Cartoon Network (45 na Nos). Um pequeno passo no zapping mas um salto quântico na perceção da maturidade dele.

As figurinhas infantis como o próprio Panda, ou a Xana Toc-Toc, foram substituídos por personagens mais ricas e de humor cáustico. Como o Titio-Avô um boneco idoso que dá puns e apalpa empregadas. Ou o Gumball que tem um humor de ir às lágrimas. Hoje apresentou-se diante do diretor da escola, que não notando a sua presença continuou a depilar-se com creme (!). Quando finalmente reparou na presença do Gumball perguntou-lhe: “Estás aí há quanto tempo?”. O Gumball respondeu: “Há tempo suficiente para a curiosidade se transformar em arrependimento”.

Rimos alarvemente eu e o Fulanito de Tal. Ele arrotou. Rimos alarvemente de novo. humor cáustico. Como o Titio-Avô um boneco idoso que dá puns e apalpa empregadas. Ou o Gumbal que tem um humor de ir às lágrimas. Hoje apresentou-se diante do diretor da escola, que não notando a sua presença continuou a depilar-se com creme (!). Quando finalmente reparou na presença do Gumbal perguntou-lhe: “Estás aí há quanto tempo?”. O Gumbal respondeu: “Há tempo suficiente para a curiosidade se transformar em arrependimento”.

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Piadas parvas do mundo da bola

por Fulano de Tal, em 19.01.17

Ora aqui está uma pequena peça de serviço público. Um pequeno manual de parvoíces que podem proferir numa qualquer segunda feira em que o adversário do vosso clube tenha um mau resultado. O "Ah,..." que antecede cada uma destas frases é uma típica interjeição parva que vai muito bem com o humor, também ele asinino, que de livre vontade optem por alardear ao usar este pequeno manual.

 

"Ah, alguém encontrou as minhas chaves ?..." (Grupo Desportivo de Chaves)
"Ah, hoje iam bem eram uns pastéis de... Belém" (Belenenses CF)
"Ah, não sei nadar e posso ter dificuldade em atravessar o rio Ave" (Rio Ave FC)
"Ah, eu gosto mesmo é da monarquia por isso vou visitar o castelo" (VSC Guimarães)
"Ah, sou católico e adoro arcebispos" (SC Braga)
"Ah, que bem que sabe este ar marítimo" (CS Maritimo)
"Ah, o que é nacional é bom" (CD Nacional)
"Ah, tenho boa vista..." (Boavista FC)
"Ah, nem todos conseguem fazer uns bons móveis" (FC Paços de Ferreira)
"Ah, boa vitórria ontem" (Vitória FC)

 

 
 
Faltam aqui o Arouca, Tondela, Feirense e Moreirense, porque não me lembrei de nada suficientemente parvo para dizer que pudesse remotamente lembrar estas vilarocas, mas estou certo que não faltarão ideias, e à falta delas pode-se sempre recorrer aos comentários do Record onde abundam este tipo de parvoíces. Outra opção válida passa por identificar o jogador do adversário que marcou o golo e usar o nome dele como constructo para a parvoíce. Um exemplo: se o jogador se chamar André, podem sempre tweetar algo do tipo "And(a a) ré". Notem como se divide em segmentos o nome, acrescentando entre parêntesis algumas letras que simulam a produção de uma frase nova e significativa. Anda a ré. Isto promete gargalhadas boçais em estado puro.

 

 
A utilização destas frases garante tantos mais likes quantos os amigos parvos que tenham. Amigos mais inteligentes são sempre uma chatice porque ignoram estes comentários e tendem a desprezar, ainda que momentaneamente, quem os profere. Mas caramba, quem precisa de amigos inteligentes? Julgo que vos estou a oferecer uma verdadeira mina de ouro.

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Uma mãe espalhou umas embalagens de tomates cherry na mesa da festa da escola. Onde antes só brilhavam bolos e fritos. Aposto que se sente orgulhosa desta tomada de posição. Está a dar-nos uma lição a todos.

Os familiares famintos precipitam-se para as mesas. Em 5 minutos os tomates cherry são o único alimento que resta. Três belíssimas embalagens de plástico com pelo menos 18 tomates cada, e nem foram abertas. 54 solitários tomates. Pobre mãe. Que enxovalho às suas convicções.

Mas eu sei como pensa esta gente. Nós é que estamos errados. Ela só fez o mais acertado. Um dia havemos de morrer todos com artroses e as veias entupidas e ela viverá 150 anos a infernizar a vida dos que a rodeiam. Penso isto enquanto palito distraidamente os restos do croquete de carne com a ponta da língua e arroto às batatas fritas “barbecue”, a minha escolha de entre a variada oferta de batatas fritas.

 

Outra mãe. Punk. Cabelo rapado, uma crista moicana e uma farpela daquelas que vocês estão a ver e eu não consigo descrever com exatidão. Tive muita pena. Ela é o uber-peixe fora d’água. Ao pé do sofrimento dela, o meu é um passeio no parque. Imaginem estar ali e ter de bater palmas ao som de Bruno Mars quando o que apetecia era um mosh ao som de Misfits, ou Ramones, vá…

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Hiper realismo nas brincadeiras

por Fulano de Tal, em 29.08.16

Acabei agora uma coisa que faço todos os dias com o Fulanito de Tal (recordo que ele tem 6 anos), e acho-lhe tanta graça que pensei partilhar convosco.

Todos os dias, antes de ele se deitar eu e o Fulanito de Tal andamos uns bons 10 minutos à pancada. Ele chama-lhe “à murrada”.

Obviamente não há qualquer violência e a actividade consiste basicamente em cada um de nós invocar poderes excepcionais e extraordinários e pode acontecer ele ser ocasionalmente atirado de uma altura considerável para uma cama fofa, embora a mãe dele não possa saber senão há sarilho pela certa.

O que tem mais piada (para mim pelo menos, vocês não são obrigados a achar piada a isto) é que onde ele usa a imaginação eu equilibro com hiper realismo. Isto na invocação dos poderes, claro. Dou-vos um exemplo:

“Poder de escudo invisível!!!!” grita ele.
“Poder de te dar 3 murros na tromba!!!” grito eu.
“Poder das bolas de fogo resplandecentes!!!” contrapõe ele.
“Poder de te arrebentar o focinho com chapadas!!!” digo eu.

E por aí fora.

Ele parece aceitar com naturalidade a forma como eu invoco. Temo que um dia em que alguém lhe faça estas mesmas promessas a valer ele desate a gritar "Poder da proteção celestial!!!!" e isso não lhe valha de muito.

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A Inovação em Portugal

por Fulano de Tal, em 11.12.15

Encontro Nacional de Inovação, há meia dúzia de dias.

600 Inscritos. Mais de 90% de fato e gravata. Todos cinzentos e azuis. Média de idades ronda os 60 anos. Automóvel mais frequente: BMW série 5 (e acima). Motoristas. Muitos. Cerimónia de encerramento pelo Presidente Cavaco. Local: Culturgest.

Lêem-se discursos a partir de folhas de papel. Não faltam os ministros, secretários de estado. Ouvi mesmo um agradecimento à presença dos “representantes do corpo diplomático”. Que raio fazem aqui? Convidados a orar, empresas que gastam muito dinheiro em inovação.

Entretanto lá fora putos que andam de bicicleta desenvolvem, sem dinheiro, ideias geniais. Não podem participar porque não têm gravata, nem BMW, nem motoristas que os tragam até aqui. Mesmo que tivessem não podiam discursar, encantar-nos com as suas ideias e entusiasmo. Porque não conseguem provar perante conselhos consultivos que ideias e entusiasmo valem muito mais que dinheiro.

Felizmente este não é o retrato da Inovação em Portugal. Este nem é um retrato. É um quadro. Pintado por quem se apoderou da palavra Inovação, mas é incapaz de se apoderar do seu significado. Um quadro fatela e sem chispa nenhuma.

Falam de startups. Aposto que não conhecem nenhuma. Apetece-me perguntar ao ministro “Sôtor Caldeira Cabral, diga-me aí o nome de uma startup”.

Entra o CEO da Frulact.

"Nós na Frulact" (diz o CEO da Frulact) "temos uma equipa de ID a analisar aqui que será a nossa dieta daqui a 10 e 20 anos e temos acesso a informação importante e até surpreendente. Dou-vos um exemplo, temos falado muito em proteínas, primeiro a animal e depois a vegetal. Pois nós já estamos a trabalhar na proteína dos insetos. E na Frulact já podemos provar iogurte por exemplo de grilos e gafanhotos."

(Sala ri-se nervosamente, sendo audíveis vómitos provenientes da 6ª fila).

Adeus Frulact. Foste uma empresa muito inovadora e depois morreste afogada em inovação.

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Newton não tem sido gentil comigo. Tomo como exemplo uma das tardes do último fim-de-semana. Estava eu deitado na minha toalha, na praia, a ler um livro e processando em fundo alguns dos meus assuntos, quando ele se aproximou sorrateiramente, saído sei lá de que buraco ou duna, e antes que eu conseguisse murmurar qualquer expressão de surpresa me atingiu violentamente na testa com uma das suas maçãs.

Ao contrário das maçãs reais (como as Golden ou Reineta, conhecidas pela sua solidez), as maçãs de Newton, não deixam vestígio de hematoma, contusão ou equimose. Contudo, a violência de ser atingido por uma revelação não é negligenciável. Por vezes são 40 anos de crenças e preconceitos que se precipitam em fúria para fora do nosso corpo, como uma manada de mamutes em debandada.

Perguntar-me-ão: mas que revelação foi essa? Pois bem, eu bem vos vejo em busca de entender o Amor. Ou a fazer “ares” de quem percebe bastante do assunto. Como partilham uns textos lamechas do Pedro Chagas Freitas, em que o Amor é só isto e aquilo, e isto e aquilo são sempre umas tretas que metem “afago” e “carícia” e é profundo.

Pois eu digo-vos, que estava metido nos meus assuntos, como vos disse aliás, e eis que o Amor se me revela e não tem nada a ver com a parolice do Pedro Chagas Freitas, que o único que pretende é vender aqueles livros do gajo para fazer chorar adolescentes sensíveis. O Amor é estar deitado a ler um livro interessante na praia com 32 graus e ouvir o nosso filho a dizer “Quero fazer cócó”. Exatamente. Aposto que não esperavam esta. Mas é isso mesmo que o Amor é.

E nesse segundo tudo fica para depois. O capítulo do livro, por mais interessante que possa ser, fica inacabado e a página nem sequer se marca, e corre-se pela praia acima em direção ao bar de apoio, a dizer “Vamos rápido, vamos rápido”, porque sabemos que quando ele se dispõe a dizer aquilo é normalmente já muito tarde.

E ir ali atrás dele, a vê-lo correr com a mão no rabo, em bicos de pés e joelhos dobrados para diante e de repente ver cair uma bola na areia, também é Amor. Estão a ver? Ainda não meteu “carícia” nem “afago” mas já tomou conta dos nossos sentidos. Amor é não pensar que uma criança e um adulto a correr praia acima são alvo de muita atenção numa praia tranquila, e despachar-me a pegar na bola com o máximo de areia que se consiga e a mãos nuas, para a transportar para um caixote do lixo que se espera apareça rápido no horizonte, facto sobre o qual não se tem nenhuma garantia.

É disto que se trata, quando se trata de Amor verdadeiro. Agora vão lá ler os parágrafos parvos do Pedro Chagas Freitas e depois comparam-nos com estes e digam-se se sou eu ou ele, aquele que mais perto chegou de sentir um grande Amor.

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Tal como faço todas as manhãs há mais de 22 semanas, hoje sem exceção escrutinei o obituário à procura de uma personalidade pública que tenha falecido.

Podem tentar convencer-me do contrário, mas os melhores obituários continuam a ser os do Correio da Manhã. Os pobres costumam ser mais criativos e sentimentais na hora de se despedirem noticiosamente dos seus entes queridos. As peças, chamemos-lhes jornalísticas, são bastante melhores, embora a fotografia que as acompanha seja habitualmente de pior qualidade, e a preto e branco.

No entanto, para o meu propósito, a morte de uma pessoa comum não resulta significante. Por isso, nesta rotina diária, lanço-me aos websites de mexericos, às revistas sociais. Procuro óbitos de celebridades globais e já vos darei conta das razões.

Ao invés do mais tradicional pensamento do dia, eu procuro o passamento do dia.

E a seleção é um processo criterioso. Uma celebridade falece habitualmente envolta em grande mistério, quase fenomenalmente. Ao contrário dos pobres do Correio da Manhã, que simplesmente deixam de existir por um qualquer problema coronário, este lutam estoicamente durante meses com fantasmas e criaturas mitológicas. Bastantes vezes morrem de amores, depressões, rebeldia, ou outras causas incomuns. Existem os que tentam superar-se fisicamente. Muitos morrem a 200 e alguns a 300 km/hora. E todos deixam um legado. Não uma herança material, mas algo mais profundo: um espólio de ensinamentos aos que ficam. Isso mesmo. Todos podemos aprender imenso neste momento. Aquilo que podia ser apenas um momento de dor, converte-se numa oportunidade de seguir adiante, mais rico, mais apetrechado de doutrina.

Só isso justifica que pessoas como eu, em todo o Mundo, se dediquem a escrever crónicas, posts, artigos como estes: “Os 7 hábitos de procura da felicidade de Robin Williams”, “As 4 qualidades essenciais de um líder que podemos reter de Tommy Ramone”, “Os 10 traços de personalidade que fizeram de Peaches Geldof uma figura de charneira”, “As 6 razões para não deixar a celebridade subir à cabeça de Louis, o chimpanzé” (NR: falecido em 2013, Louis era famoso pelas inúmeras aparições em anúncios de TV) ou o mais técnico “Os 3 tipos de óleo de travão que poderiam ter salvo Paul Walker”.

Notem que de fora ficam sempre as causas naturais (descartei olimpicamente a Lauren Bacall, ou o Sir David Attemborough, por ausência de comoção), e as doenças (apesar de Hugo Chávez fornecer motivos variados para um bom artigo sobre marketing B2C, não convém despertar o monstro do respeito post mortem).

Guardo em carteira outras figuras, como Philip Seymour Hoffman, Michael Jackson, e outros, mas temo que se tenha perdido a oportunidade de garantir gostos e comentários, por meras razões de atualidade.

Bem sei que muitos de vós se estarão neste momento a interrogar: “E se ninguém de jeito morrer no dia? O que será da tua profissão?”. Como calculam, também eu tenho antídoto para a silly season. A minha alternativa é discordar de personalidades com as quais é impossível discordar. Confuso? Então tomem lá: desde o prosaico “Porque é que a Madre Teresa de Calcutá estava profundamente equivocada”, ao profundamente exclamativo “Dalai Lama: estás enganado!”, ou ainda o mais visualizado de sempre, sobretudo no estado islâmico do Iraque e do Levante, “10 Razões de cariz geológico para a montanha não ir a Maomé”.

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Educando Miro

por Fulano de Tal, em 12.11.14

O Miro, meu fiel arrumador Ucraniano de vista descompensada pelas espirituosas do Lidl, nem queria acreditar.

Dizia-me ele: "Lá muito difícil para Miro. Tudo não funciona. Educação, Justiça..." Ele ia continuar com a ladainha mas eu não tenho paciência para isto e já que ele tocou no tema da Justiça, e propus-me explicar-lhe o que se está a passar com o caso Armando Vara.

"Não importa os nomes, Miroslav, anota só o seguinte: em Portugal um ex-primeiro ministro safou-se de um problema do caraças porque destruíram umas escutas chatas à brava pró gajo".

"Agora, o outro gajo que foi condenado, pode safar-se também, porque alega que como as escutas foram destruídas lhe foram negados os mecanismos de defesa".

"O que é que achas disto ó Miro? Tens lá disto em Volvogrado?"

"Miro não Volvograd. Volvograd Rússia".

Ah pois é, agora disfarça.

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