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Pela Catalunha

por Fulano de Tal, em 10.06.15

Ontem à noite tornei-me um independentista catalão moderado. Nem sabia que tal coisa podia existir. Para mim os independentistas nunca são moderados. Se um dos sete anões fosse independentista seria o Zangado.

Mas aqui a independência não se gritará, declarar-se-á. Tranquilamente, de um dia para o outro.

Seria quase irónico que Felipe V tivesse conquistado a Catalunha, e Felipe VI a deixasse escapar entre os dedos. Pelo meio 300 anos sem Felipes.

Os Catalães gostam dos Espanhóis. Isso surpreende-me. Só não gostam de ser Espanha. Vai custar um bocadinho, dizem-me.

“Mas nós gostamos quando as coisas custam um bocadinho. É por isso que diarreia não é uma coisa boa”. Demoro a perceber a analogia, e quando percebo já é tarde. Tinha levado o copo de vinho branco à boca e o riso explode-me diretamente no recipiente.

Não existe povo com expressões mais engraçadas que o Catalão. Um Catalão não diz que a torneira goteja. Diz que se assemelha à próstata de um reformado. E não se limita a fazer analogias simples. Complica-as, conferindo-lhes uma espécie de cifra risível. Não diz que algo tem duas cores. Diz que é como os olhos de David Bowie: um azul e dois castanhos. Só por isto merecem um país. Que será do tamanho da Dinamarca, mas muito mais engraçado.

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