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Dia de eleições

por Fulano de Tal, em 24.01.16

Está cada vez mais difícil votar. Ainda mal tinha transposto os portões da escola secundária quando reparei em três pirralhos vestidos de escuteiros agarrados à minha perna esquerda e armados com calendários. A custo, e aproveitando que não me haviam imobilizado a perna direita, consegui aplicar-lhes um biqueiro e lá os consegui enxotar, para logo ficar perante 3 mal-encarados bombeiros com autocolantes.

 

Fiquei ali 10 minutos ao banano aos bombeiros até conseguir romper. Foi... aí que os pedintes me agarraram. Fui surpreendido pela variedade: um drogado, um velhinho de muletas e uma maluca que fazia sudokus. Engalfinhámo-nos durante os bons 8 minutos, os pedintes e eu. Contra a minha expectativa inicial o drogado deu bastante mais luta que o velhinho de muletas. A sua aparência frágil escondia bastante resiliência. Precisei de usar técnicas de combate que aprendi em filmes do Steven Seagall.

 

O que eu não contava era com a última barreira de ciganos a vender sapatos e sweaters. Antes que a turba de feirantes de bifanas e farturas os pudessem auxiliar, investi contra os ciganos e consegui romper até à mesa de voto.

 

Lá consegui votar no(a) masoquista que será, nos próximos 10 anos, vilipendiado por metade dos Portugueses.

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