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Em época de autárquicas cumpre-me o dever de oferecer aos novos edis e aos que revalidem os seus mandatos o meu parecer sobre esta aberração que são os Centros de Interpretação. Tudo isto grátis! (julgo que tenho a vossa atenção edis e potenciais edis).

"Se não tens nada de interessante na tua vilaroca mas tens um barracão municipal para o qual faltem ideias, reúne umas pedras, protege-as com acrí­lico e faz um centro de interpretação" diz uma voz interior ao edil.

O nome é apelativo, alude a um certo vanguardismo na preservação da identidade. O problema é que essa identidade não existe. Por mais pedras que exponham a dizer que eram usadas pelos agricultores etc, asseguro que nada daquilo tem qualquer diferença dos pedregulhos usados por outros agricultores no concelho ao lado que não se põe com estas caganças. Os utensí­lios usados para recolher a água do rio. O mesmo rio que corre um quilómetro mais acima e onde os mesmos utensilios eram usados para recolher a mesmíssima água.

Podes dar como certo edil que não são precisos três sociólogos, dois antropólogos e um historiador para interpretar nada daquilo. Não há aliás nada para interpretar. Havia um rio, por ele passavam pessoas que queriam água, eis um utensílio. Fazer historietas para lá disto é parvoí­ce.

Cuida do rio. Limpa-o, e faz dele um espaçoo aprazível. Esquece o centro de interpretação.

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