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Uma mãe espalhou umas embalagens de tomates cherry na mesa da festa da escola. Onde antes só brilhavam bolos e fritos. Aposto que se sente orgulhosa desta tomada de posição. Está a dar-nos uma lição a todos.

Os familiares famintos precipitam-se para as mesas. Em 5 minutos os tomates cherry são o único alimento que resta. Três belíssimas embalagens de plástico com pelo menos 18 tomates cada, e nem foram abertas. 54 solitários tomates. Pobre mãe. Que enxovalho às suas convicções.

Mas eu sei como pensa esta gente. Nós é que estamos errados. Ela só fez o mais acertado. Um dia havemos de morrer todos com artroses e as veias entupidas e ela viverá 150 anos a infernizar a vida dos que a rodeiam. Penso isto enquanto palito distraidamente os restos do croquete de carne com a ponta da língua e arroto às batatas fritas “barbecue”, a minha escolha de entre a variada oferta de batatas fritas.

 

Outra mãe. Punk. Cabelo rapado, uma crista moicana e uma farpela daquelas que vocês estão a ver e eu não consigo descrever com exatidão. Tive muita pena. Ela é o uber-peixe fora d’água. Ao pé do sofrimento dela, o meu é um passeio no parque. Imaginem estar ali e ter de bater palmas ao som de Bruno Mars quando o que apetecia era um mosh ao som de Misfits, ou Ramones, vá…

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