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A minha cadeira de praia

por Fulano de Tal, em 19.07.15

Eis a minha cadeira de praia. Ela não é muito bela. Mas a estrutura reforçada do alumínio permite suportar maiores pesos. O alumínio não é um material muito nobre, mas o banho de zinco aplicado no processo de galvanização evitará a corrosão por água salgada. Os polímeros não têm a textura dos algodões, mas têm a têmpera do material que resulta de um processo de reação e combinação química.

Além disso são duráveis, para além de laváveis, não acumulando mofo.

Não é exatamente como a tinha imaginado, e não é o que tinha ambicionado para mim. Em vez das longas pernas em madeira, e vestido em fino algodão branco, quis o destino que me coubessem umas curtas em alumínio e a faixa de poliamida, ou lá o que é este polímero, em listas de cores garridas. Ainda assim possuo-a.

No areal erótico da praia do Barril, e enquanto passo a palma da mão pelas suas pernas suaves, embora geladas, dou-me conta que é bastante diferente do que eu tinha imaginado. Diferente mesmo do que tinha ambicionado para mim. Mas cumpre a sua função. E funcionalidade é algo que se começa a apreciar verdadeiramente a partir de uma certa idade. Quando já não somos acometidos por luxuriosos caprichos nos fazem perseguir um sonho, um ideal de beleza.

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