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Ontem fui ao TimeOut Market jantar. Os empregados dos estaminés do TimeOut Market são do mais simpático que existe.

Acima de todos destacam-se os empregados da Manteigaria Silva onde gosto de comprar o vinho e a tábua de pata negra e queijos.

Estão, ao nível da simpatia, acima de todos os outros empregados do TimeOut Market. Chegam com a simpatia com que brindam cada Cliente a irritar os outros Clientes que estão na fila e têm de esperar que a troca de mimos acabe com quem está a ser atendido.

Ontem estava eu a irritar-me na fila enquanto uma fulana nórdica estava a ser atendida e fazia questão de provar todos os vinhos antes de escolher o dela, quando duas outras estrangeiras se aproximam trazendo nas mãos o que apenas posso descrever como os cacos de uma garrafa de vinho. Eram, para ser exato, um caco com o que restava do gargalo e outro caco com o que restava do fundo da garrafa que presumo, tinham espatifado.

Pretendiam uma outra garrafa, intacta, cheia e grátis, porque segundo elas, aquela “se tinha partido”.

Achei que aquele era o verdadeiro teste à simpatia do empregado.

Desfez-se em desculpas mas não podia trocar cacos por garrafas cheias. Em nenhum momento chamou “cabras” àquelas duas bebedolas que se achavam usufrutuárias de “direitos”. Apesar de tudo julgo que passou no teste com distinção. Eu tinha-as desfeito em impropérios.stá a ser atendido.

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Piadas parvas do mundo da bola

por Fulano de Tal, em 19.01.17

Ora aqui está uma pequena peça de serviço público. Um pequeno manual de parvoíces que podem proferir numa qualquer segunda feira em que o adversário do vosso clube tenha um mau resultado. O "Ah,..." que antecede cada uma destas frases é uma típica interjeição parva que vai muito bem com o humor, também ele asinino, que de livre vontade optem por alardear ao usar este pequeno manual.

 

"Ah, alguém encontrou as minhas chaves ?..." (Grupo Desportivo de Chaves)
"Ah, hoje iam bem eram uns pastéis de... Belém" (Belenenses CF)
"Ah, não sei nadar e posso ter dificuldade em atravessar o rio Ave" (Rio Ave FC)
"Ah, eu gosto mesmo é da monarquia por isso vou visitar o castelo" (VSC Guimarães)
"Ah, sou católico e adoro arcebispos" (SC Braga)
"Ah, que bem que sabe este ar marítimo" (CS Maritimo)
"Ah, o que é nacional é bom" (CD Nacional)
"Ah, tenho boa vista..." (Boavista FC)
"Ah, nem todos conseguem fazer uns bons móveis" (FC Paços de Ferreira)
"Ah, boa vitórria ontem" (Vitória FC)

 

 
 
Faltam aqui o Arouca, Tondela, Feirense e Moreirense, porque não me lembrei de nada suficientemente parvo para dizer que pudesse remotamente lembrar estas vilarocas, mas estou certo que não faltarão ideias, e à falta delas pode-se sempre recorrer aos comentários do Record onde abundam este tipo de parvoíces. Outra opção válida passa por identificar o jogador do adversário que marcou o golo e usar o nome dele como constructo para a parvoíce. Um exemplo: se o jogador se chamar André, podem sempre tweetar algo do tipo "And(a a) ré". Notem como se divide em segmentos o nome, acrescentando entre parêntesis algumas letras que simulam a produção de uma frase nova e significativa. Anda a ré. Isto promete gargalhadas boçais em estado puro.

 

 
A utilização destas frases garante tantos mais likes quantos os amigos parvos que tenham. Amigos mais inteligentes são sempre uma chatice porque ignoram estes comentários e tendem a desprezar, ainda que momentaneamente, quem os profere. Mas caramba, quem precisa de amigos inteligentes? Julgo que vos estou a oferecer uma verdadeira mina de ouro.

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Aviso sério aos marketeers da Toyota

por Fulano de Tal, em 02.12.16

A equipa de marketeers da Toyota é composta maioritariamente por mulheres. Como sei? Estando atento aos jingles na rádio.

 

"Este ano mudei tudo, mudei de casa, mudei de mulher, quase mudei de clube..." Hã? rebobinar...

 

"Este ano mudei tudo...", ok, vamos lá a saber o quê.
"mudei de casa, ...", tudo bem, corriqueiro.
"mudei de mulher, ...", certo, verosímel.
"quase mudei de clube, ..." Hã?! mudar de clube? que conversa é essa Toyota Auris?

 

Uma marca que não entende como funciona o cérebro de um homem não entende as suas necessidades e ambições mais primárias, não pode construir automóveis que sirvam o homemm moderno e citadino.
Não contem comigo para comprar Toyotas.

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Simulacros de sismo

por Fulano de Tal, em 28.10.16

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Aquelas pessoas são da PT e estão a participar num simulacro de sismo. Os simulacros de sismo (ou de incêndio) são dos exercícios mais estúpidos e inúteis a que se prestam as organizações. O Mourinho dizia que um pianista não treina a correr à volta do piano. Treina a tocar. Um sismo não se treina com a malta a vir pacata e ordeiramente a fumar e a conversar sobre qualquer coisa, enqua...nto uns senhores de colete amarelo os vão arrebanhando no caminho.

Este simulacro correu particularmente bem. Pude observar que não morreu ninguém soterrado em escombros, ou pisoteado por uma turba em pânico. Aliás não morreu ninguém, por nenhum motivo, neste simulacro. Foi um verdadeiro êxito.

Podem por isso vir os sismos de magnitudes bíblicas com epicentro aqui mesmo nas Laranjeiras que na PT não morre ninguém. Estão preparados. Ou dilúvios cataclísmicos. Em Setembro fez-se um exercício em que todos saíram à rua com braçadeiras. Isto é uma malta treinada para sobreviver mesmo quando confrontada com as piores catástrofes naturais.

Quem gosta muito de sismos é a dona da Laranjinha (aquele café lá ao fundo). Em dia de sismo acorrem muitos Clientes não habituais, que se deliciam com queijadinhas e bolo de bolacha.

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Parquímetros para totós please

por Fulano de Tal, em 12.10.16

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No "Mundo Maravilhoso de Fulano de Tal", onde habito, os parquímetros têm apenas dois botões, por todos os demais se revelarem desnecessários.

Um botão tem a cor verde e prescinde de qualquer outra sinalética. Ao premi-lo o sistema contabiliza o dinheiro inserido e emite um papel. O visor apresenta a mensagem “Obrigado” por alguns instantes antes de se desvanecer lentamente.

O outro botão tem a cor vermelha e também ele não requer mais explicações. Ao premi-lo, o sistema devolve quaisquer moedas que tenham sido introduzidas e volta a exibir a mensagem no visor “Introduza moedas”.

Hoje debaixo de uma chuvada inclemente, e pressionado por dois cidadãos dispostos em fila indiana atrás de mim e em clara violação do meu espaço restrito, tive de debater-me com este parquímetro. Um generoso teclado INTEIRO.

Honestamente que pensei que me cabia a mim a tarefa de datilografar todo o bilhete, com a morada da EMEL e os números de registo da conservatória (o que explicaria o teclado numérico no topo). Há até botões com bandeirinhas, sinais que se assemelham aos de reciclagem, alguns dos principais operadores matemáticos (notei a falta da divisão, curiosamente), e botões com o símbolo internacional da acessibilidade. Pergunto-me que desígnio insano cumprem todos estes botões.

Alguém sabe?

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Uma mãe espalhou umas embalagens de tomates cherry na mesa da festa da escola. Onde antes só brilhavam bolos e fritos. Aposto que se sente orgulhosa desta tomada de posição. Está a dar-nos uma lição a todos.

Os familiares famintos precipitam-se para as mesas. Em 5 minutos os tomates cherry são o único alimento que resta. Três belíssimas embalagens de plástico com pelo menos 18 tomates cada, e nem foram abertas. 54 solitários tomates. Pobre mãe. Que enxovalho às suas convicções.

Mas eu sei como pensa esta gente. Nós é que estamos errados. Ela só fez o mais acertado. Um dia havemos de morrer todos com artroses e as veias entupidas e ela viverá 150 anos a infernizar a vida dos que a rodeiam. Penso isto enquanto palito distraidamente os restos do croquete de carne com a ponta da língua e arroto às batatas fritas “barbecue”, a minha escolha de entre a variada oferta de batatas fritas.

 

Outra mãe. Punk. Cabelo rapado, uma crista moicana e uma farpela daquelas que vocês estão a ver e eu não consigo descrever com exatidão. Tive muita pena. Ela é o uber-peixe fora d’água. Ao pé do sofrimento dela, o meu é um passeio no parque. Imaginem estar ali e ter de bater palmas ao som de Bruno Mars quando o que apetecia era um mosh ao som de Misfits, ou Ramones, vá…

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Sociedade de Vigilantes

por Fulano de Tal, em 19.09.16

“Está ali um homem, com o telemóvel na mão, a tirar fotografias a mulheres de saias”

“Vou já chamar a segurança, muito obrigado!”

* * *

Foi na FNAC, à hora de almoço, que ouvi este diálogo entre uma senhora (a “bufa”) e um funcionário da FNAC. Ora eu estava na FNAC, era homem, e tinha o meu telemóvel na mão. Juro por Deus que não saquei nenhuma foto a mulheres de saias, mas não pude evitar corar e senti o coração a bater acelerado.

“E se eles pensarem que fui eu?”

Afinal a descrição da mulher era suficientemente vaga como para conter lá dentro todos os homens possuidores de telemóvel, e eu tinha o meu precisamente no sítio onde ela lhes mandara procurar: na mão.

Talvez se eu lhes mostrasse a galeria de fotos, onde eles poderiam verificar que não consta nenhuma de mulheres de saias.

Fiquei por ali nas redondezas a folhear um livro qualquer a ver se a vigilante encurtava a malha, quem sabe descrevendo o suspeito. Algo que me ilibasse para além de qualquer dúvida razoável. Dei-me conta que o meu comportamento, nervoso e a folhear distraidamente um livro de culinária virado do avesso, com o propósito óbvio de ouvir a conversa, apenas adensava a suspeição à minha volta.

Saí dali sorrateiro, pelo corredor lateral. Esperei bastante tempo, talvez 20 minutos, o tempo que entendi ser o suficiente para que as diligências fossem feitas e o suspeito abordado. Não queria dar a impressão de estar a escapulir-me da FNAC à pressa, atendendo à minha condição atual (nervoso e corado) aos meus antecedentes (era homem, tinha o meu telemóvel na mão, tinha folheado um livro de culinária do avesso com o propósito único de ouvir a conversa).

Quando finalmente consegui sair da FNAC o alívio foi tão grande que nem dei conta do bulício à porta onde 3 seguranças encorpados interrogavam um sexagenário de t-shirt.

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Activo / Passivo

por Fulano de Tal, em 12.09.16

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Hoje precisei de usar um WC em plena A1. Não um urinol, mas sim uma daquelas divisões dotadas de alguma privacidade. Quando isto acontece sinto sempre estar em presença de um momento com potencial interesse para um post de grande profundidade.

E assim foi.

 

Escolhi criteriosamente a Mealhada. Uma estação mais antiga, onde as portas de pladur até ao chão conferem uma ambiência mais intimista, que aqueles materiais modernos, onde se conseguem ver os pés e pressentir a prostração dos utilizadores.

 

Na porta há muitos dizeres, e foram estes que captaram a minha atenção, porque são reveladores de uma das maiores deficiências do povo Português.

 

Selecionei dois para ilustrar isto:

“Jovem mulato ativo: 91 xxx xx xx. Zona de Coimbra”
“Jovem passivo. Guloso. 91 xxx xx xx. Leiria”

 

Um destes jovens foi o último a escrever a mensagem e é isso que me importa analisar. Porque não ligou ele para o outro, cuja mensagem já lá estava? Em vez de se anunciar. Leiria não é muito longe de Coimbra. Serão 60 km um óbice de tal ordem para, quem sabe, um grande amor?

 

Esta é uma das características dos Portugueses. Falta-lhes iniciativa. Preferem expor a sua ambição esperando que alguém a venha satisfazer, ao invés de se porem a caminho e perseguirem o seu sonho. Provavelmente aqueles dois jovens ainda hoje estão sozinhos.

 

Absorto nestes pensamentos, ainda assim procurei não perder a oportunidade e escrevi eu próprio uma mensagem: “Jovem empresário ativo, vende software de gestão: 93 422 xx xx”. Conto lá passar no dia 18 de Setembro, para ver se algum Empresário passivo colocou alguma mensagem procurando serviços idênticos aos que forneço. Quem sabe até lá, recebo alguma chamada de um empresário ativo ?

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Hiper realismo nas brincadeiras

por Fulano de Tal, em 29.08.16

Acabei agora uma coisa que faço todos os dias com o Fulanito de Tal (recordo que ele tem 6 anos), e acho-lhe tanta graça que pensei partilhar convosco.

Todos os dias, antes de ele se deitar eu e o Fulanito de Tal andamos uns bons 10 minutos à pancada. Ele chama-lhe “à murrada”.

Obviamente não há qualquer violência e a actividade consiste basicamente em cada um de nós invocar poderes excepcionais e extraordinários e pode acontecer ele ser ocasionalmente atirado de uma altura considerável para uma cama fofa, embora a mãe dele não possa saber senão há sarilho pela certa.

O que tem mais piada (para mim pelo menos, vocês não são obrigados a achar piada a isto) é que onde ele usa a imaginação eu equilibro com hiper realismo. Isto na invocação dos poderes, claro. Dou-vos um exemplo:

“Poder de escudo invisível!!!!” grita ele.
“Poder de te dar 3 murros na tromba!!!” grito eu.
“Poder das bolas de fogo resplandecentes!!!” contrapõe ele.
“Poder de te arrebentar o focinho com chapadas!!!” digo eu.

E por aí fora.

Ele parece aceitar com naturalidade a forma como eu invoco. Temo que um dia em que alguém lhe faça estas mesmas promessas a valer ele desate a gritar "Poder da proteção celestial!!!!" e isso não lhe valha de muito.

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Burkini da Decathlon

por Fulano de Tal, em 26.08.16

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Confesso que fui apanhado de surpresa por esta discussão do burkini. Como não gosto de tirar conclusões precipitadas fiz o que sempre faço nestas ocasiões: recolhi-me e fui estudar.
Quando vi a primeira imagem de um burkini (imagem da direita) pensei de imediato:

“Alto, que eu já vi isto!”

Acorreram-me imagens das tardes de infância na Praia da Vieira e na Nazaré, mas não era bem aquilo. É muito mais assustador o que se pode encontrar debaixo das saias de uma varina que debaixo da modelo da Marks & Spencer. Contudo a minha memória não conseguia bem situar a recordação.

Então lembrei-me da ida à Decathlon para abastecer-me de acessórios para o squash.

“Eureka!” Eu havia visto tudo aquilo, mas nunca tinha visto um conjunto de tudo aquilo. A partir daí foi juntar as peças, o que fiz durante a investigação e podem observar na foto da esquerda. Um belíssimo conjunto que na Decathlon sai por menos de 12,99 Eur e que consiste numa touca de piscina, uma t-shirt de lycra e umas leggings.

Os acabamentos tive eu de me esforçar mas penso que não retiram o charme ao conjunto.

 

Isto para dizer quão ridículas me parecem as decisões Francesas.

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