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Não sei se usam o Linkedin, mas há ali uma coisa que me deixa um bocado angustiado, que é a fixação com os obituários. Não estou a brincar, por uma vez. No Linkedin há uma turma que se ocupa de lamber o obituário, logo pela manhã, à procura do falecimento de alguém famoso.

Esta malta é também fixada no conjunto de números naturais {1..10} (lê-se: “de 1 a dez”). Deveras. Ao início aquilo passava por mim e eu nem me apercebia, mas agora faço login e dou-lhes logo caça. Eles pro...curam o obituário e eu procuro-os a eles.

Tudo isto seguramente vos parece muito estranho, como a mim no início aliás. De que raio está ele a falar, c’um caraças?

Estou a falar da malta que escreve artigos inspirados em pessoas mortas. Recentemente. Ou recém-mortas. Aquilo é macabro e dou-vos um exemplo: hoje morreu o David Bowie, certo? Então, amanhã no Linkedin uma série de gajos vão escrever artigos com o título: “Os 5 erros que podíamos evitar se tivéssemos ouvido David Bowie”, ou “8 formas de olhar para um balancete de acordo com David Bowie”.

Já foi assim com as “7 lições de gestão de Mr. Spock” e as “4 formas de sobreviver a uma entrevista de emprego de Amy Winehouse” ou os “6 hábitos de BB King que o podem conduzir ao topo”.

Repararam na fixação com os naturais de 1 a 10 ? o 1 até era desnecessário, porque ninguém escreve sobre “A única coisa que o Omar Shariff nos ensinou”. Isso seria tirar mérito ao defunto.

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