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Só se geme uma vez

por Fulano de Tal, em 12.08.15

Mais uma história ouvida numa tarde de vagar e é sobre … não sei bem.

Talvez seja sobre a necessidade de permanecer forte na adversidade. Ou então é só uma parvoíce como muitas que me fazem rir. Mas é uma parvoíce escatológica, pelo que vos peço que leiam apenas se não forem impressionáveis.

 

Eu uma vez, aconteceu-me isto. Comi peixe hoje, vamos lá. Comi peixe hoje, e sei que engoli uma espinha. Engoli uma espinha! "Era assim… não, assim!", e faz um gesto a mãos ambas com os dois indicadores estendidos para diante, demonstrando uma razoável distância entre eles.

Uma espinha grossa, assim mais ou menos (ainda os indicadores para diante). Ao fim de dois dias, vou à casa de banho, e …! Umas dores do caraças! …  (risos)

“Mas que merda é esta?” Lembrei-me logo: "olha, a espinha que engoli há dois dias”

Unto o dedo com sabão…” Esta frase é acompanhada de um gesto que se inicia com o indicador da mão direita apontado ao céu, e movimentos circulares da outra mão em redor, como que espalhando uniformemente o unguento. O dedo, sempre em riste, faz então um círculo amplo, como que simulando uma aproximação ao reto. Meto no… e toco na espinha.” (risos) “Toco na espinha, pá!”

Mas pensei… com certeza que vira, vai virar e vai sair. No outro dia, outra vez a mesma coisa. Vamos para o Hospital. Fui ao Hospital.

“O senhor o que é que tem?”

“Tenho uma espinha atravessada no ânus” “

A gaja lá no papel pôs: “Um objeto estranho no ânus”” (Risos). Um objeto, ou uma merda qualquer, estranha no ânus. Foi assim que a gaja pôs.

"Passe aí para dentro”

Um cabrão d’um médico. “Que objeto é esse?”

“É uma espinha”

“Como é que o senhor sabe que é uma espinha?”

“Porque eu há dois dias comi peixe e engoli a espinha!”

“Mas tem a certeza?” e o gajo a insistir, o cabrão.

“Tenho a certeza absoluta. Eu toco-lhe!”, “Eu toco-lhe. Eu meto o dedo e eu toco-lhe”

“Sim, senhor”, novamente gestos como que simulando o médico a escrevinhar qualquer coisa num papel.

“Vá para outro…” mandou-me para outro… para um cirurgião.

“Então… então o senhor o que é que tem ?”

“Tenho uma espinha enfiada no ânus”

“Mas tem a certeza que é uma espinha?”

“Tenho sim senhor”

Chama a enfermeira, olha assim para ela: “Deite este senhor aí na marquesa”. Lá fui, assim deitado de lado.

“Eu toco-lhe, sôtor” “Untei o dedo com sabão e toco-lhe”

Eu julguei que o gajo me ia, pois… por vaselina, ou por uma merda qualquer… não, o cabrão mete o dedo do gajo, com a luva, faz-me assim (gesto com o indicador para diante, em gancho), e tufa… puxou e rasgou-me aquilo tudo, o cabrão. Então, a puxar aquilo… aquilo está atravessado, para sair… faz uma ranhura não é ? Eu julguei que o gajo me ia anestesiar ali, ou quê… qual quê! E depois o gajo:

“Eh pá, o senhor tinha razão”.

Catano… eu a dizer-lhe tudo, e o gajo ainda a duvidar. Eu estava à espera que ele me anestesiasse, e depois com uma pinça, pegasse numa ponta, e a girasse, não sei quê e tal … não, luvas, e zás… fazem isto já de propósito, para a gente não ter tempo de estar lá a gemer nem nada. Só geme uma vez.

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