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Resolução de Ano Novo

por Fulano de Tal, em 31.12.14

Hoje, numa manhã particularmente calma, fiz uma coisa que já não fazia há muito: comprei um jornal. A minha escolha recaiu no DN.

Lá dentro uma reportagem sobre a praxe, publicada originalmente a 28 de Janeiro, e agora republicada, sob o pretexto "as melhores reportagens de 2014". Mais adiante uma entrevista a Pires de Lima. Confuso pela ausência de atualidade fui ver a data. Publicada originalmente a 27 de Junho.

Pelo meio umas banalidades sobre o frio, as urgências de hospitais lotados e um gajo chamado Jonas. Ainda pensei que a história deste último metesse uma baleia ao barulho mas não.

Podem limpar as mãos à parede com o serviço que me prestaram a troco do meu 1,1 € Resolução de ano novo: O único papel que comprarei em 2015 será de folha dupla e absorvente.

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O efeito Edison

por Fulano de Tal, em 29.12.14

Ando a ouvir um áudio-livro, sobre o aparecimento das primeiras lâmpadas comerciais de luz incandescente, ou se quiserem sobre o início da modernidade.

Thomas Edison tinha acabado de desvendar os resultados da sua investigação no laboratório de Menlo Park, e as primeiras cidades norte-americanas viam pela primeira vez esta nova luz que não cintilava, que não tinha cheiro e que tinha um brilho equivalente ao mais perfeito luar. É um tema que provavelmente só a mim interessa mas que vale por passagens como esta, ouvida à pouco no carro:

“Due to misuse, some confused chickens and geese weren’t able to sleep, and eventually died of exhaustion”

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Preparação para o Natal

por Fulano de Tal, em 25.12.14

Aqui em casa apetrechámo-nos com os víveres estritamente necessários para enfrentar a tormenta: Entradas várias, queijos artesanalmente manufaturados com leites de animais de espécies várias muitos deles criados em liberdade, canja (de galinha do campo, carne escura e com arroz, como manda a tradição), sopa de feijão cultivado em terras xistosas, morcela de duas proveniências distintas, o talho moderno e o talho da Batalha, camarões que embora pescados nas águas quentes de Madagáscar optámos por cozinhar em metades, cozidos e fritos, polvo no forno com alho e azeite (virgem! não mais de 0,2 de acidez, com azeitonas colhidas manualmente, pela minha mãe), magníficas postas de bacalhau assado com batatas a murro, do pousio da Carmita, carne no forno, broa de milho pela qual tivemos de esperar, em fila ordeira, pão caseiro, farófias, mousse de chocolate, bolo de chocolate, crumble de maçã, sonhos, frutos secos, bolo-rei e bolo-rainha, aperitivos, digestivos, vinhos de cores e regiões demarcadas diversas, chocolates brancos, negros e mulatos, com e sem passas, com e sem nozes e avelãs.

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Punk fofinho

por Fulano de Tal, em 25.12.14

Eu interesso-me muito por pessoas, embora raramente goste delas, e tenha perdido com o tempo a capacidade de fazer novos amigos.

Ultimamente tenho observado o punk-cota que vejo muitas vezes na minha rua. É a antítese de um punk. Terá os seus 40 anos, é anafado, careca e com uma cara fofinha. É sobretudo esta última que o faz parecer imensamente estúpido. Uma espécie de Winnie the Pooh vestido por Vivienne Westwood. Tu podes ser o Winnie the Pooh e ter imenso êxito, e podes ser o Sid Vicious e também ter imenso êxito. Mas não podes vestir o Winnie the Pooh com roupas justas da mesma forma que não faria sentido lambuzar o Sid Vicious de um delicioso mel.

Usa umas calças pretas justas com um corrente a sair do bolso de trás e provavelmente presa na outra extremidade a um cinto que não vislumbrei porque o seu estômago irremediavelmente convexo se lhe sobrepõe. Um blusão também preto, julgo que com uns dizeres atrás (talvez um logotipo dos Ramones), por cima da t-shirt preta.

Mas o que mais impressiona é a coleira de bicos. É como se alguém se tivesse servido dele para exprimir a revolta que ele próprio queria exprimir. Como se o punk tivesse deixado de ser um movimento de rejeição de valores morais, e se tivesse especializado na rejeição de valores exclusivamente estéticos.

O Niilismo estético convergiu inexoravelmente nesta criatura de meia-idade, ou à boa maneira dadaísta, é como se dezenas de adereços de péssimo gosto tivessem sido colocados num saco e retirados aleatoriamente apenas alguns para decorar este sujeito, tendo a má-sorte do gorducho ditado a coleira de picos, a corrente e as aquelas calcinhas justas muito apertadinhas que o ridicularizam.

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É impossível não sentir carinho pela CGTP-IN

por Fulano de Tal, em 17.12.14

É impossível não sentir um carinho especial pela CGTP-IN. Hoje "sacou" mais esta bela peça, bem a propósito do correr dos dias:

"A CGTP-IN saúda a CTC – Central dos Trabalhadores de Cuba, os trabalhadores e o povo cubano pela luta que desenvolveram pela libertação dos heróis cubanos, injustamente condenados pelos EUA quando lutavam contra o terrorismo. A libertação dos heróis cubanos deve-se ao empenhamento, à luta e à determinação daqueles que lutam pela Paz e ao povo cubano, que nunca desistiu, ao longo de todos estes anos, de ver de regresso ao seu país cidadãos seus que se dedicaram à defesa da sua segurança e pelo direito a viverem em Paz. Atingido o objectivo de ver os heróis cubanos em liberdade, é tempo de continuar a lutar pelo fim do bloqueio a que os EUA sujeitam Cuba ao longo de décadas, bloqueio esse condenado por todo o mundo, bem como pelas diversas Resoluções da ONU, que apelam ao fim do referido bloqueio. A luta é o caminho, como o prova a libertação dos 5 heróis cubanos. Lisboa, 17 de Dezembro de 2014 A Comissão Executiva da CGTP-IN "

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Em defesa da Monarquia

por Fulano de Tal, em 11.12.14

Já aqui tinha deixado vários argumentos a favor da Monarquia, quando comparada com a República, e gosto de voltar ao assunto de tempos a tempos, porque é um tema que me vale sempre uma série de piropos de republicanos, que eu coleciono como títulos nobiliárquicos.

O melhor argumento que já usei, é claramente a denominação adotada pelo "Teodósio, Rei dos Frangos". Na mesma linha do ciclista que domina nas etapas de maior desnível, e se denomina "Rei da montanha", nunca "o Presidente da Montanha" o que soaria estúpido, mesmo capitalizando o "M".

Hoje as notícias do dia sugerem-me um outro argumento que considero de idêntica valia e com o qual conto recrutar meia dúzia de republicanos para a causa monárquica. O evento é o nascimento dos gémeos do Mónaco.

Façam um esforço e tentem lembrar-se de um presidente que tenha procriado em exercício. O que é indesmentível é que a República não reserva espaço para as crianças. Não existem crianças em histórias de republicanos. Existem quando muito umas esposas e uns esposos feiosos, mas na maioria dos casos nem isso (Merkel tem marido? ninguém sabe. Passos tem esposa e valida a regra acima).

Quando alguém quebra a regra, como Sarkozy por exemplo, a República logo se ocupa de desinstalar a família. Os republicanos apenas se podem perder de amores, casar ou namorar, depois dos 80 anos, após saírem da vida política ativa. Como Soares com a sua enfermeira. Já a Monarquia tem histórias repletas de crianças, todas bonitas. E as gentes alegram-se. 21 salvas de tiros por cada criança, como hoje no Mónaco. Se fosse uma República, todos os tiros teriam sido certeiros e não seriam como uma salva, mas sim como aqueles tiros na nuca, das crianças bem entendido, como que para acabar com aquela alegria familiar.

Alegrar-se-iam as gentes em Portugal se o Passos Coelho tivesse um herdeiro? Ou Cavaco? Claro que não. Os laranjas passariam olimpicamente por cima do evento, como se ele fosse da esfera privada, e os vermelhuscos fariam pequenos bonecos de palha com feições idênticas à criança, que espetariam com agulhas muito finas. Findo o ritual usariam as agulhas para sessões de acupuntura, ou lá o que é que fazem os comunas para se curarem de alguns males que os acolitam.

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Nerds

por Fulano de Tal, em 09.12.14

A nota final de um cartão de boas festas que recebi hoje. "Also, remember there are only 10 types of people in the world - those who understand binary, and those who don't!" Nerd!

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Neva em Bruxelas

por Fulano de Tal, em 03.12.14

Neva em Bruxelas. De entre todas as coisas de que poderia sentir falta por estar fora do país, o que me ocorre mais frequentemente são umas ceroulas.

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Kevin O'Leary é o maior

por Fulano de Tal, em 01.12.14

Momento zen do dia. Kevin O'Leary no Shark Tank para um empreendedor que estava a patinar na argumentação: "Let's do this: you leave now, and never tell a soul about this amazing secret. Let it die with you"

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