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Não há abraços como os dos socialistas

por Fulano de Tal, em 30.11.14

Estive muito atento este Domingo ao Congresso do PS. Já tinha uma ideia, mas pude finalmente comprovar que os socialistas são, de longe, os que melhores abraços distribuem. Não são aqueles abraços envergonhados como os dos sociais-democratas. São abraços fraternos, em que as faces se tocam e por momentos se transfere aqua velva e old spice de uma bochecha suada para outra.

Os sociais-democratas começam por apertar a mão, e com o outro braço simulam o amplexo. A mesma mão que cumprimenta, se mantida em tensão entre os dois, permite manter um confortável perímetro de segurança. As faces não chegam a tocar-se. Aquilo não é abraço que se apresente.

Não sei como fazem os democratas cristãos, mas provavelmente trocam um beijinho na face. Um único.

Os socialistas não. Abrem os dois braços e encostam os estômagos. Costa, Alegre, Soares. Acariciam-se por detrás da nuca enquanto se dirigem palavras breves, mas necessariamente carinhosas. E não me interpretem mal, tudo isto é feito em cumprimento do maior rigor machista. Ver dois socialistas abraçados não é de todo uma cena erótica, ou com qualquer conotação sexual. É sensual, mas não chega a ser sexual. Transpira-se. E transpira fraternidade. A menos que um dos elementos seja o Assis. Mas tratando-se de Costa, Capoulas ou Vieira da Silva… Até os mais novos, como Perestrelo ou Galamba, já dominam esta técnica, embora não tenham abdómens compatíveis. Se Costa e Alegre são uma espécie de 9º Dan do abraço fraterno, Galamba e Perestrelo são simples Kohai, iniciados no dojo socialista.

Se vivêssemos no país dos Brinquedos (que como se sabe tem como presidente o Orelhas, e primeiro ministro o Noddy), os socialistas seriam partido único, porque não haveria necessidade de qualquer debate ideológico e político.

Ora, se na parte dos abraços, o socialista que há em mim sentiu pequenos frémitos a percorrerem-lhe a espinal medula, quando chegou a parte do debate político não conseguiu evitar que os frémitos se transformassem em calafrios. Restaurar o feriado de 1 de Dezembro parece ser a prioridade política de Costa. Foi aliás a única medida que ecoou deste Congresso. O resto foram coisas como “apostar no emprego”, “apostar no crescimento”, “renovar a esperança”, e outras mensagens para a gatinha Teresa.

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Driblou é que era

por Fulano de Tal, em 30.11.14

Apetece-me mesmo dizer uns palavrões. Em francês. Apetece-me dizer palavrões em francês. Só se safam porque não me lembro de nenhum. Ainda não consigo acreditar nisto.

Quando vi que o nome "Driblou" era uma das possibilidades para a mascote do Euro'2016, pensei que estava resolvida a questão onomástica. Era o melhor nome de mascote de Euro de sempre. Afinal os franceses optaram por Super Victor. Super Victor? Já tinha dificuldade em papar franceses, mas agora...

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