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Limpeza

por Fulano de Tal, em 01.09.14

Ontem fui ao Centro Vasco da Gama buscar os livros da minha filha e resolvi tomar um café na esplanada do segundo piso. Chegado ali, pensei estar no cenário de uma tomatina Valenciana, mas com toda a variedade de alimentos, para além do suculento fruto (embora este também marcasse presença em restos de saladas, e esguichos daquilo que pareciam as ruínas de uma salada Cesar).

As cerca de 40 mesas que ali existem acumulavam tabuleiros e restos de comida que competiam em volumetria, embora não esteticamente, com as torres de S.Rafael e S.Gabriel.

Limpei uma mesa, embora não tenha tido coragem de remover toda a maionese espalhada num dos cantos. Usei o restante espaço, para colocar o meu café, e ali fiquei naquele cenário de holocausto gastronómico. Tirei duas fotos e enviei este email à administração do centro (obtido diretamente no site). Responderam-me hoje. Publico a resposta deles, de que gostei, em comentário a este post. Gostei que o tivessem feito, gostei do teor geral da resposta bastante mais amigável e conciliador que a minha reclamação, gostei do fato de vir assinada, gostei que existissem outras pessoas em conhecimento para além do remetente, gostei que fossem enunciados responsáveis.

Não gostei que outras falhas para além limpeza geral não tivessem sido endereçadas pela resposta, não gostei que não me sejam apresentadas medidas preventivas e apenas um texto em que em abstrato se refere a importância da higiene e a ligação disto com o tema da melhoria da qualidade do equipamento e serviços.

Hey… mas não se pode exigir demais, certo? Errado. Espero que se lembrem, da próxima vez que visitarem o Vasco da Gama, e encontrarem tudo limpo, que o devem exclusivamente a mim. De nada!

 

Sent: segunda-feira, 1 de Setembro de 2014 18:52

To: VASCO GAMA

Subject: O vosso centro às 18:00 de hoje

 

Boa tarde, Sentei-me hoje na esplanada do vosso centro comercial, e não resisto em enviar-vos 2 fotos do local, porque tenho de acreditar que não o visitam muitas vezes. Das cerca de 30 ou 40 mesas, nenhuma está limpa. Nem uma. Os tabuleiros acumulam-se ao lado da maionese espalhada pelas mesas, das borras de café entornado por todo o lado, copos de plástico pelo chão. As pessoas lá se vão sentando no local que lhes parece menos nojento, e assim fiz eu apenas para vos enviar este email. Tentei usar a Wifi grátis. Obrigadinho pelo serviço, mas não está a funcionar. Apesar do tom crítico do email, peço-vos que considerem que me dei ao trabalho de usar o meu plafond de comunicações para vos alertar. Não posso usar outro tom perante isto. Não há um único cinzeiro, apesar de este ser o local que os fumadores escolhem para estar um pedaço. O convite à imundície é geral. O chão está coberto de cinzas e beatas. Resumidamente, tudo mete nojo. Este era o centro onde eu trazia os meus filhos ao Domingo de manhã, para tomar o pequeno-almoço. Mas a decadência é de tal ordem que neste momento preferia levá-los à ETAR de Loures passar um bom bocado. Não admira que seja um local escolhido por toda a sorte de marginais para eventos de pancadaria. Que tal um bocadinho de brio profissional? Voltar aos tempos em que os centros comerciais Portugueses eram exemplos de urbanidade?

Cumprimentos,

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Actualidade

por Fulano de Tal, em 01.09.14

O dia de hoje foi fértil em fatos relevantes, merecedores de comentário. Por minha vontade teria feito várias dezenas de posts, mas ao invés de me ir apercebendo destes fatos ao longo do dia, foram-me todos apresentados apenas no jornal da TVI, pelo que aqui vai um post resumo, em que elejo 4 temas.

1. Perante a oportunidade de entrevistar Leonardo Jardim, o repórter dispara a primeira pergunta “Saiu magoado com alguém do Sporting?” Será mais vã a esperança que estúpida a pergunta? ... Afinal não saiu magoado. Ao contrário, tem uma excelente relação com toda a estrutura, jantou ontem com Inácio, e admite voltar ao clube do seu coração. Ora bolas.

2. Quando se pensava que a estupidez coletiva do povo norte-coreano não poderia dar mais provas de vida, eis que o regime resolve promover um evento de wrestling com estrelas americanas, que proferem para as câmaras alarvidade como “we can find some crappy political views everywhere” enquanto esbofeteiam uns japoneses que fizeram de figurantes (Jon “Strongman” Andersen). Sim, podemos. A estupidez encontra a boçalidade e vão a um evento em Pyongyang.

3. Professores que se levantam às 5 da manhã, que dormem à porta do centro de emprego, para competir por vagas que não sabem se existem. Tudo isto é trágico e desumano. Um triste teatro que todos os anos é representado, como se não tivesse solução. Como se fosse assim, porque sempre foi assim, porque não pode ser de outra forma. Cambada de estúpidos os que sujeitam gente decente a estes preparos. Para compensar a trágica notícia, valeu-nos o aspirante a realizador de longas-metragens dedicadas ao erotismo, que nos brindou com planos de Fernanda, a professora-exemplo.

4. Os debates de Seguro e Costa finalmente têm data. “Foi difícil um entendimento sobre as datas” esclarece o jornalista. Resta um mês até às primárias do PS. São 3 os debates, separados normalmente por uma semana. É preciso encontrar um especialista em programação linear para chegar a datas convenientes? Porque é que o 9 de Setembro é bom para um e mau para outro que preferia o 8 de Setembro, o que era inaceitável para o primeiro. Este nível de discordância sobre temas de absoluto interesse nacional é bom prenúncio do que aí vem. Seguro e Costa, Costa e Seguro, Alegre e Seguro, Seguro e Sócrates, Sócrates e Costa, Costa e Coelho. Tudo igual.

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