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Noé

por Fulano de Tal, em 13.04.14

Acabo de ver o “Noé”, com o Russel Crowe. Avanço já com a crítica: não dei por bem empregues os 8 Euros, as pipocas e o Sumol. No essencial o filme, a cada passo, deixa uma porta aberta à ambiguidade.

Alguns exemplos:

1. A Jennifer Connely é o arquétipo da mulher da antiguidade?

2. Tudo isto se passa antes de Cristo ou depois de Cristo?

3. O Matusalém opera um milagre. Então mas agora toda a gente opera milagres?

4. Qual o papel de Jafet nesta história?

5. O vilão, já dentro da arca, mata pelo menos dois animais. Estas espécies extinguem-se? Um dos animais parece um antílope (sou o único a achar isto estranho?)

6. Ainda o vilão. Como é que aparece dentro da arca? Então esta não era inexpugnável? Foi através daquele buraquinho pelo qual posteriormente espreita o exterior?

7. Como é que 2 primas e 2 tios darão continuidade à espécie humana sem problemas de consanguinidade?

8. O próprio conceito de “dar uma segunda oportunidade” à espécie humana é intrigante. Deus não tinha então um plano infalível? Vai tomando decisões ao longo do percurso?

9. Como é que o Heldon marca um golo? (ah, espera, isto não tem a ver com o filme, mas com o facto de o Sporting estar a jogar à mesma hora)

10. Quando Matusalém brinca com o bisneto Sem, é claramente uma Torre Eiffel que ele simula com a corda. Espera… uma Torre Eiffel? Mas Gustave Eiffel não aparece apenas um bom par de milénios mais tarde?

11. Quando todos morrem à fome há quem troque virgens por comida. Qual o propósito?

12. Já no fim, Noé embebeda-se com um líquido vermelho. Tratar-se-á do milagre da vinificação? De onde aparece este precioso néctar? O incorruptível Noé tinha afinal construído uma arca com uma pequena adega?

 

São demasiadas as perguntas.

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