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Ainda Tribunais e decisões

por Fulano de Tal, em 30.08.13

O Tribunal da Relação do Porto, essa mítica instituição já célebre por entender que beber uns copos ajuda a encarar o trabalho com alegria, vem agora esclarecer outro grande mito que paira na nossa sociedade. As meninas que parem lá as queixinhas porque "Agarrar a cabeça (ou os cabelos) de uma mulher, obrigando-a a fazer sexo oral e empurrá-la contra um sofá para realizar a cópula não constituíram actos susceptíveis de ser enquadrados como violentos"... Este tribunal arrisca ser considerado a última coutada do macho ibérico... e merecidamente, digo eu!

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O colectivo de Deuses do Tribunal da Relação

por Fulano de Tal, em 01.08.13

Quase consigo imaginar o coletivo de Deuses do Tribunal da Relação do Porto, depois de proferir sentença no caso do indivíduo alcoolizado de uma empresa de cascos de rolha, a saírem da sala, sacudirem as suas togas empoeiradas, ligarem o Facebook, e postarem uma imagem do Steve Jobs (ou do Einstein), com uma legenda qualquer do tipo "I hate normal" o que garante uma média de 4 likes entre os nossos amigos mais próximos.

É inspiradora esta sentença.

Eu próprio hoje, tirando partido do facto de na minha empresa não existir um código de regras de conduta, decidi vir trabalhar completamente nu. Estou-me nas tintas para o que poderiam pensar os vizinhos que me viram no elevador, os transeuntes com quem fugazmente me cruzei, ou os meus colegas ao verem-me chegar nestes preparos. A napa fria da cadeira incomoda um pouco ao início mas depois torna-se agradável. Sinto-me produtivo. E melhor que isso, sinto a delicada mão da Justiça a afagar-me suavemente a cabeça. Acabo de tomar o segundo bagaço e já cobiço aquela aguardente velha que um cliente nos enviou pelo Natal e que nunca tivemos coragem de estrear. Coragem e bom humor hoje não me faltam. Sinto-me produtivo. Melhor que isso, a delicada mão da Justiça não se deteve no couro cabeludo. Nada na empresa existe que me impeça de fazer o que me dá na real gana e sinto o álcool a libertar as endorfinas que habitualmente tanta falta me fazem. Não me atrevo a copular no local de trabalho porque me falta jurisprudência.

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