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Mercado do Bom Sucesso

por Fulano de Tal, em 14.06.13

Alguém viu esta sequência de reportagens, ontem e hoje, sobre o novo Mercado do Bom Sucesso?

Confesso que não percebi bem, embora a menina ontem, e o rapaz hoje, que faziam a cobertura deste grande acontecimento, me tenham tentado denodadamente fazer crer que aquilo era uma coisa muito boa.

Segue o raciocínio que eu fiz:

1. Existia um verdadeiro Mercado naquele local.

2. Esse mercado vendia coisas tradicionais e Portuguesas.

3. Esse mercado era operado por pessoas tradicionais e Portuguesas.

4. Depois veio um presidente da Câmara que achou que aquilo não estava bem.

5. Porque os produtos nacionais e tradicionais que lá eram vendidos tinham bastante mau aspeto.

6. Porque as pessoas que operavam o mercado, apesar de tradicionais, eram bastante feias e rudes.

7. Então expulsou as pessoas feias todas, tornou aquilo num “Mercado Cosmopolita, moderno e cheio de subtileza, com um toque deliciosamente retro e intimista no novo conceito que se abre ao burgo” (citação livre do site).

8. Tem Hotel, em que o tema é a Música (oh!), várias lojas de roupa caras, restaurantes de luxo pitorescamente denominados de "A Taska", "A Ham & Burgueria", "A Ser–Veja–Ria", mas que não se parecem em nada com uma tasca, uma hamburgueria ou uma cervejaria.

8. Que é operado por pessoas menos feias, que falam de forma afetada e vendem compotas com travo a alecrim dos Himalaias, e pastelaria americana (donuts e cupcakes), mas que nos querem fazer crer que aquilo é tradicional e Português.

9. Em suma escangalharam o Mercado, expulsaram os feiosos dos pobres, e puseram aquilo de tal maneira que eles nunca mais lá entram.

 

Foi mesmo isto que aconteceu?

 

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