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Michelle

por Fulano de Tal, em 27.06.13

Ontem, depois de umas partidas de squash num clube em Antuérpia que tem mais courts do que aqueles que podemos encontrar em toda Lisboa, ficámos à conversa entre umas bebidas e umas "nootjes" (nome genérico para amendoins, nozes, ou outros aperitivos que promovam o consumo de cerveja em quantidades industriais).

Atrás de nós uma televisão num canal de desporto. Wimbledon. Depois de ver o Federer levar uma coça de um magricela com ar de diabético, começou outro jogo, na variante feminina. A gritaria tornou-se insuportável. Cada embate da raqueta com a bola era precedido de um grito cavernoso e ligeiramente histérico. Todos se riam no clube daquelas duas meninas aos gritos. Até que percebi que era a nossa Michelle de Brito, de quem já tinha ouvido que tinha este problema de guinchar cada bolada, contra a super-vedeta Sharapova, que aparentemente padece do mesmo mal. Embaraçoso. Ganharam a Michelle e os otorrinolaringologistas britânicos. Bem como alguns neurologistas a cujos pacientes a Michele e Sharapova esfrangalharam os nervos.

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Mercado do Bom Sucesso

por Fulano de Tal, em 14.06.13

Alguém viu esta sequência de reportagens, ontem e hoje, sobre o novo Mercado do Bom Sucesso?

Confesso que não percebi bem, embora a menina ontem, e o rapaz hoje, que faziam a cobertura deste grande acontecimento, me tenham tentado denodadamente fazer crer que aquilo era uma coisa muito boa.

Segue o raciocínio que eu fiz:

1. Existia um verdadeiro Mercado naquele local.

2. Esse mercado vendia coisas tradicionais e Portuguesas.

3. Esse mercado era operado por pessoas tradicionais e Portuguesas.

4. Depois veio um presidente da Câmara que achou que aquilo não estava bem.

5. Porque os produtos nacionais e tradicionais que lá eram vendidos tinham bastante mau aspeto.

6. Porque as pessoas que operavam o mercado, apesar de tradicionais, eram bastante feias e rudes.

7. Então expulsou as pessoas feias todas, tornou aquilo num “Mercado Cosmopolita, moderno e cheio de subtileza, com um toque deliciosamente retro e intimista no novo conceito que se abre ao burgo” (citação livre do site).

8. Tem Hotel, em que o tema é a Música (oh!), várias lojas de roupa caras, restaurantes de luxo pitorescamente denominados de "A Taska", "A Ham & Burgueria", "A Ser–Veja–Ria", mas que não se parecem em nada com uma tasca, uma hamburgueria ou uma cervejaria.

8. Que é operado por pessoas menos feias, que falam de forma afetada e vendem compotas com travo a alecrim dos Himalaias, e pastelaria americana (donuts e cupcakes), mas que nos querem fazer crer que aquilo é tradicional e Português.

9. Em suma escangalharam o Mercado, expulsaram os feiosos dos pobres, e puseram aquilo de tal maneira que eles nunca mais lá entram.

 

Foi mesmo isto que aconteceu?

 

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Não vacinar os filhos

por Fulano de Tal, em 13.06.13

Hoje vi nas notícias que há um movimento "cada vez mais expressivo" de pais que não vacinam os filhos.

Este era o alento que eu necessitava para dar finalmente corpo a dois movimentos que há vários anos fervilham na minha cabeça:

o "movimento do sexo casual, inseguro e à bruta", e

o "movimento das pessoas sem qualquer formação em circense que enfiam a cabeça dentro da boca de animais selvagens e ferozes".

 

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