Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


O batoteiro do Lance Armstrong

por Fulano de Tal, em 19.01.13

Comprei o livro do Lance Armstrong ainda ele tinha ganho apenas 5 voltas à França. Foi um dos livros que mais me impressionou. Li-o e reli-o várias vezes.

Nos EUA comprei uma patética pulseira Livestrong que usei até se esgaçar pelo passar dos meses. Para mim era o maior dos Armstrongs, que como sabemos é um apelido onde é difícil competir.

Sofri a ver as etapas no Alp d'Huez, regozijei-me a esfregar na cara dos cépticos os mais de mil controlos negativos. Ver agora esta entrevista à Oprah é triste. Sobretudo porque até quando assume a mentira, me parece que apenas a faz perdurar.

Esta história não vai acabar aqui. Ainda vamos perceber que a entrevista só ocorre porque algum acordo foi feito. Uma fuga para frente qualquer do maior batoteiro da história do desporto.

Nunca vi um grande mentiroso ter rebates de consciência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A minha concepção de Arte

por Fulano de Tal, em 07.01.13

Hoje, no hotel, dei de caras com aquele quadro dos cães a jogar cartas. Familiar ? Eu já o devo ter visto pelo menos 100 vezes, nas geografias mais distintas.

Fez-me pensar que há artistas que não são recompensados com o crédito que merecem. Estou certo que este quadro em particular, não assinado, é familiar a todos.

Quantas vezes não o vimos ? Fica a perder para um Vermeer ? É menos conhecido que a Mona Lisa ? Não. E duplo Não. Porque não está no Louvre e mas sim num esconso hotel em Antuérpia ? Será uma cópia, talvez mas onde pára o original ? Se fosse um Vermeer estava mais que catalogado.

Seria uma grande ideia criar um grande museu em Portugal para albergar estas obras que, sendo familiares a toda a gente, não lhes conseguimos identificar o autor. Seria o Grande Museu do Artista Desconhecido onde pontificariam obras de Fulano, Beltrano e Sicrano.

Penso que com isto estou a ser bastante categórico e não preciso de vos mostrar mais nada sobre a minha concepção da Arte.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diamantes de Sangue

por Fulano de Tal, em 04.01.13

Comprei e li o livro "Diamantes de Sangue" do jornalista Angolano Rafael Marques. O tal cuja publicação alguns generais Angolanos tentaram impedir judicialmente. Culpados ou inocentes, julgo que os ditos generais ficaram sem outra opção.

O assunto é sério, e o Rafael Marques não é do tipo de se deixar entreler, ou de insinuar. Ele coloca os nomes e patentes, bem como os crimes de que os acusa: homicida este, torturador aquele, corruptos todos.

Tirando as acusações de violação de alguns preceitos legais que me parecem menores em face de tudo o que é escrito, e que são corroboradas por evidências indisputáveis, tudo o resto é baseado em "fulano disse isto ou aquilo", ou "beltrano ouviu dizer a uma velhinha que aqueloutro tinha feito e acontecido".

Como não sabia o que pensar sobre diamantes e generais e velhinhas, entreti-me com as histórias. O melhor do livro são as histórias.

Vejam esta: duas comunidades ficaram totalmente isoladas por as estradas circundantes terem sido privatizadas em função do seu interesse para a exploração diamantífera. Tximbulagi e Ngonga Ngola são o nome dessas povoações. A única alternativa de ligação destas comunidades ao resto da província, sendo as estradas interditas à circulação desde a dita privatização, é fazer a travessia do Cuango de ... bóia. Precisamente na zona de maior corrente, uma bóia dirigida por cordas atadas a árvores de um lado e de outro do rio, permite transportar 6 pessoas (a bóia tem uma lotação de 4) pelas águas revoltosas. A zona é a de maior corrente, não por acidente ou perfídia de algum general, mas por ser a única livre de jacarés, que pelos vistos também não apreciam correnteza por aí além. Humilhados e isolados, sem respostas quer da administração provincial quer da própria empresa diamantífera, os locais revoltaram-se e estipularam a sua reivindicação em carta enviada ao director de operações da tal empresa: queriam ...uma bóia em condições. Ora, o tal capataz recusou aceder a tamanha exigência, com o aval (diz-se) da administração, que apenas mais tarde viria a recuar nessa détente, oferecendo uma bóia de 2 lugares.

Cansados destas disputas os sobas locais reuniram fundos e compraram eles próprios uma bóia em condições, desconhecendo-se (eu pelo menos) se essa bóia ainda se encontra no activo.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor